Jogador velho é que faz marofa boa
Humberto Gessinger deve estar atônito com a notícia de que Sávio – aquele do pior ataque do mundo, pare um pouquinho, descanse um pouquinho, Sávio, Romário, Edmundo – será o cérebro do Avaí. Mas como devemos construir um mundo de qualquer forma, os velhos estão aí para mostrar que sim, eles ainda fazem comida e quiçá uma ou outra jogada boa.
O Corinthians, por exemplo, faz um serviço social nunca visto na história do clube. Além de poupar a fila do INSS, ainda tenta ensinar sua torcida que Balzac existe e, ao contrário do que aparenta, não é nome de conhaque. Roberto Carlos é só mais um detalhe nesse mar de emoções alvinegros: quem morre primeiro do coração? A osteoporose atacará? Vista cansada será o novo golpe de vista? O lance é esperar. Mas não muito pois, desde que o mundo é essa gorduchinha solta no espaço, os velhos morrem.
Na outra ponta, vanguarda que sempre foi, o Palmeiras investe em nomes que tragam mais alegria para sua torcida, sempre com aperto no coração. Douglas, ex-meio campo do Corinthians, pode chegar a qualquer hora no Parque Antartica para, quem sabe, esfumaçar a mania de velhice que toma conta do futebol brasileiro. Os beques devem, sem dúvida, tremer. Porque quando o Douglas joga, essa rima é uma droga.
