Está na hora dessa gente bronzeada mostrar o horror
Ouviram do Ipiranga que o Dunga é uma anta. E isso desde 90, quando ele disse para o Caniggia “passe por aqui e ganhe um beijo do Maradona”. Insistimos na burrice, como sempre. Vamos reclamar do quê? Se os “professores” são cones com camisas bizarras, o que dizer dos “alunos” em campo. High School Musical é menos constragedor que a seleção brasileira.
Isso posto, fica pior para a Argentina. Não podemos falar da genialidade do Messi, do sangue-frio do Riquelme ou do senso de oportunidade do Agüero. Porque o Brasil não jogou. Deixou 10 Brancaleones na linha do gol e brincou de paredão. Quando estava dois a zero para os hermanos, a maçã caiu na cabeça de Dunga Newton, o gênio, o homem da teoria de que a derrota é relativa. “Perdemos para nós mesmos, e não para eles, logo deles nós nunca perdemos”. Daí, caída a maçã, o nosso brilhante líder resolve colocar o Pato, o jogador símbolo deste blog visto que é aquático e gramático. Um animal. Ou o Abominável Thiago Neves. Ou ainda Jô, aquele atacante que fazia dupla com o Bobô. Pelé e Garrincha nunca existiram.
Mas como conseguimos perder de 3 a 0 para a Argentina? Os caras que ainda insistem no mullet! O time cujo principal jogador tem cara de bobo! E eles têm o Riquelme, que joga aquele futebol foco de dengue de tão parado! Sem contar os goleiros argentinos que, desde o tempo em que o Perón jogava no Andaraí, fazem bobagens de corar o Doni! Impossível isso! Nosso fervor patriótico, aguçado pelo Galvão, não permite cogitar a hipótese de que perdemos para a seleção de um país que luta pelas Malvinas. Nós, os espertos, transformaríamos aquilo em uma imensa caipirinha!
Agora é tentar o bronze contra os belgas. Vamos ganhar, porque a Bélgica é o time mais fraco já visto desde… desde sempre. Cite uma glória futebolística da Bélgica – Proud’homme é clichê demais – e ganhe uma camisa da seleção autografada pelo Dunga. É um time de onze Messis. Mas eles não têm só cara de bobo. Olimpíadas do Faustão era melhor
E teremos de aguentar, em breve, o sábio Wanderley Luxeburgo. Mudam as camisas, mas a merda é a mesma.